Somos livres de cometer erros

Mas cometer erros pode comprometer a confiança e prejudicar o outro

Somos livres de cometer erros

De acordo com as convicções e valores morais e universais de cada um, somos livres de cometer erros. Somos livres de cometer quantos erros desejarmos. Inclusivamente, em algumas situações particulares, cometer erros é uma opção válida, porque enaltece, revigora e reinventa determinadas competências, das quais dependemos perante a adversidade, visto serem parte da nossa unicidade e individualidade, potencia a experiência e o conhecimento.
Todavia, dado sermos seres gregários e dependermos de relações, cometer alguns erros poderão comprometer a integridade (a confiança) e prejudicar o outro.
Alguns erros mais comuns
desvio do caminho certo e saudável, engano, fraude, falha, perder-se, desacerto, lapso, ilusão, pecado.
Perante o paradoxo, cometer erros como parte do nosso desenvolvimento pessoal e cometer erros que comprometam a integridade e prejudique a liberdade do outro pode levar-nos a cair na tentação da mentira. Em vez de resolvermos o problema, assumindo o erro, negamos e acrescentamos outro problema, fugindo da realidade, mentindo.
Vários estudos psicológicos revelaram que as pessoas que são simultaneamente desafiadas por uma tarefa cognitiva exigente e por uma tentação têm maior tendência para cederem à tentação. Perante um determinada situação que exige esforço mental, somos “preguiçosos.”
Alimento pro pensamento
Será que perante o erro, em vez de assumir, apresentamos uma predisposição para omitir e/ou mentir? 
Perante uma determinada situação que exija esforço mental, teremos uma predisposição para nos iludir? Se detestamos que as pessoas nos mintam, porque é que também mentimos aos outros? Uma das justificações que utilizamos com mais frequência é: se me fizeram a mim, também tenho o mesmo direito de fazer aos outros.
Todos nós cometemos erros, todavia, algumas vezes, as consequências negativas dos erros agravam-se quando recorremos à mentira. Por exemplo, quando negamos, através do auto engano da consciência e da justificação, a verdade. Por exemplo, os tribunais, os hospitais e as prisões estão apinhados de gente que vivem fora do contexto das suas realidades, mentindo.
Durante a semana cometa erros, o mais possível, isso é OK. Monitorize a diferença e as consequências entre a mentira e a realidade. Preserve os valores que reforcem o relacionamento com as pessoas significativas. Pratique a honestidade!
João Alexandre Rodrigues

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