O que a pele pede a partir dos 50 anos

Os cuidados e os tratamentos recomendados para as rugas e para a flacidez

O passar do tempo deixa marcas que o rosto e o próprio organismo também acabam por refletir. Sinais da experiência que o tempo insiste em materializar.
«Na minha idade, as maiores preocupações são, no que diz respeito ao corpo, a flacidez e, relativamente ao rosto, as rugas no contorno dos olhos e da boca e a flacidez no pescoço», lamenta Fátima Quaresma, 59 anos.
A diferença em relação a outros tempos é que a dermatologia e a cosmética se desenvolveram, nas últimas décadas, ao ponto de apresentar produtos e tratamentos que minoram os sinais da idade. Para o contorno de olhos e lábios, por exemplo, David Serra, dermatologista na Idealmed da Unidade Hospitalar de Coimbra, aconselha alguns desses (novos) métodos. «Essas rugas requerem a combinação de tratamentos com toxina botulínica e preenchimento com ácido hialurónico ou outros fillers e, eventualmente, outras técnicas, nomeadamente laser e radiofrequência, entre outras», propõe.
Para a flacidez corporal, o especialista também tem uma solução. «Cremes com fitoestrogéneos, péptidos estimulantes da renovação da matriz extracelular da derme ou retinoides ajudam a combater o envelhecimento já mais evidente, desde que utilizados por períodos prolongados. Os resultados são superiores se combinar tratamentos de remodelação corporal, em clínicas especializadas», assegura ainda David Serra.
Outros problemas comuns nesta idade prendem-se com a pele seca, que se manifesta através de sintomas como uma tez mais baça, sem brilho, com uma superfície áspera, eventualmente, com alguma descamação, sensação de repuxamento e prurido, que ocorre devido à diminuição da secreção sebácea que acompanha a menopausa. Para tratar este problema, reforce a hidratação cutânea, optando por um creme mais rico e/ou por aplicações mais frequentes.
Nestes casos, a higiene do rosto deve ser suave, com produtos que respeitem o filme hidrolipídico. A flacidez é outro dos problemas típicos desta faixa etária. Muitas mulheres apresentam mesmo sinais de perda de elasticidade com tecidos descaídos, geralmente mais evidente nas pálpebras, nas regiões genianas, nas maçãs do rosto, no contorno mandibular e no pescoço.

Este fenómeno ocorre porque há uma deterioração do tecido conjuntivo da derme e hipoderme, o que o torna mais laxo e menos elástico, com menos colagénio e elastina. A redistribuição do tecido adiposo também favorece este fenómeno. A nível cosmético, existem algumas soluções que devolvem alguma firmeza e elasticidade.

Para evitar chegar a casos mais extremos, a prevenção é o melhor remédio, pelo que, além de recorrer a cremes e cosméticos adequados, deve praticar exercício físico com regularidade e ter cuidados redobrados com a alimentação.

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